AMIGOS, UMA HISTÓRIA REAL, DE UM JOVEM CADEIRANTE QUE VIVE ESTA REALIDADE, DECORRENTE DE UMA FATALIDADE QUE PODE ACONTECER COM QUALQUER UM! MAS A VIDA NÃO ACABA AI...SEM LIMITES PARA AS LIMITAÇÕES!
Uma vida em 4 rodas;
José Paulo, 22, teve a infância interrompida quando foi atingido por uma bala perdida. Por sorte, escapou com vida, mas isso o deixaria em uma cadeira de rodas. Conheça a sua história
Tudo começou quando José Paulo tinha 9 anos de idade. Ele voltava da escola para casa no meio da tarde, quando uma bala perdida de um tiroteio entre polícia e bandidos o acertou nas costas. Um ano e meio depois, ele voltou a estudar – só que numa cadeira de rodas. Até os quatorze, ele acreditava que voltaria a andar, mas aos poucos foi percebendo que seu futuro estava irremediavelmente preso a essa cadeira de rodas e a tudo que ela significa.
Parece uma história triste, uma dramalhão, e até poderia ser, mas José Paulo, um menino de olhos escuros e interessados, não tem tempo pra ficar resmungando. Vive sempre cercado de amigos pelo campus da UNIP, em que cursa o segundo ano de ciências da computação e trabalha numa empresa de telemarketing, (RARA E GRATA EXCEÇÃO!) mas seu sonho mesmo é desenvolver softwares que facilitem a vida de outros deficientes.
O mundo para o cadeirante
Em relação ao mercado de trabalho, José Paulo afirma que há bastantes vagas disponíveis, mas que as condições do transporte público são tão infelizes, que o candidato deficiente arruma o emprego, mas não consegue chegar até ele. “Todos os dias eu leio, no jornal, as pessoas reclamando da superlotação dos ônibus e metrô. Imagina como é pra quem é deficiente e ainda tem que contar com a ajuda e boa vontade dos outros passageiros? Não dá! Sair sozinho é difícil, as calçadas são superesburacadas e eu já caí algumas vezes e fiquei na santa paciência esperando alguém vir me ajudar”.
Mas todas essas limitações não o impedem de sair com os amigos, frequentar baladas e ir ao cinema. Não dá para ir a todos os lugares, mas ele garante que se diverte com tudo que pode fazer. “Eu sou igual, não sou normal porque isso não existe. A diferença é que minhas limitações são visíveis e as das outras pessoas estão escondidas”, desabafa.
José Paulo vai para a faculdade com um serviço especial da prefeitura chamado Atende, que segundo ele, é muito bom, mas insuficiente. “Eles não dão conta de atender tanta gente, e só podem nos levar para o trabalho, faculdade ou algum tratamento. Lazer não tem nada.”.
Desde que tudo aconteceu só existe uma coisa que o incomoda profundamente: “As pessoas te olham meio com pena e meio com medo, como se fosse um tipo de doença contagiosa. É ridículo isso...”, diz.
Bem-humorado, José Paulo conta que acaba levando essa reação na esportiva, já que não dá pra pegar uma furadeira e abrir a cabeça das pessoas. Com sua fala sossegada, ele lembra que deficiente (de qualquer idade) não pode ficar em casa, trancado no seu mundinho, se lamentando. Tem que batalhar e ser feliz! Recado dado.
O que você faria se estivesse na pele dele? Comente!
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Para Vereador Praia Grande - 43.777 - Partido Verde
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